A cura pelo poema
- Deise Miriam Rossi

- 22 de mar. de 2021
- 1 min de leitura

Sempre pensei em "cura" pelo poema.
A palavra que se esgarça faz a pulsão saltar da dor para a criação! Por isso, a análise é (ou pode ser) um momento poético!
Descosturar e costurar novas construções de linguagem faz com que o sofrimento seja carregado até se dissolver ou, quem sabe, ser dizimado...ou, até, estrangulado...as palavras fazem com que a subjetividade possa dar um giro ou um grito...deslocando a força pulsional.... No entanto, a pulsão de morte...insiste...em fazer do ser fragmento, desagregação...lógica do pior, menos do que a barata do Kafka!
As inscrições do inconsciente no corpo fazem do corpo/carne a reverberação, a extensão do corpo psíquico! O corpo que sofre faz referência aos labirintos do psíquico.
Estas inscrições do inconsciente no corpo foram escritas... mas podemos reescrevê-las...não com pouco esforço... com muiiiiiiito esforço!
Falar é colocar para fora os excessos...falar é permitir que a alma se desarme...é suturar as estrias de melancolia que a vida costurou!!!
(Deise Mirian Rossi, psicóloga, psicanalista e escritora)




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