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Corporeidade

  • Foto do escritor: Deise  Miriam Rossi
    Deise Miriam Rossi
  • 22 de mar. de 2021
  • 1 min de leitura

Certas dores físicas são palavras amordaçadas no corpo. O sofrimento da corpereidade é um lugar representativo da forma como a pessoa viveu sua história. Isso significa que nossa história é um emaranhado de sensações de dor, satisfação, prazer e gozo. Doris Rinaldo em seu artigo O Corpo Estranho diz que... “o corpo só se torna ser pelas palavras que o recortam e fragmentam seu gozo. O real da pulsão fura a imagem do corpo e é pela palavra que podemos contornar seus furos”. A corporeidade é um nó sígnico com possibilidades de ser reescrito a partir do momento que conseguimos dissolver as amarras da repressão e do poder. O signo (representação) da carne e a carne do signo (Décio Pignatari) envolvem, segundo Lacan três alicerces: o corpo imaginário construído e limitado pelo olhar do outro, o corpo simbólico cuja presença do discurso do Outro se corporifica e o real, aquilo que escapa à palavra e está no território do inominável, mas pode incluir o corpo orgânico. A intersecção desses três campos, três paradigmas, aparece na fala do analisando no setting de psicanálise.

 
 
 

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